Clínica feminina para dependentes químicos

Clínica feminina para dependentes químicos


Em um levantamento feito pelo LENAD (Levantamento Nacional de Famílias dos Dependentes Químicos), em 2016, apenas cerca de 6% dos brasileiros com alguma dependência química são mulheres. Entretanto, apesar de serem minoria neste segmento, isso não quer dizer que elas podem ser submetidas a espaços de reabilitação pensados para a maioria masculina.

As mulheres precisam de cuidados especiais, que não podem passar despercebidos por quem deseja auxiliá-las na sua recuperação. Desta maneira, o ideal é que, ao ser internada, seja de forma voluntária, involuntária ou compulsória, ela seja resgatada e levada para uma clínica feminina. Entenda o porquê disso neste artigo.

O que há de diferente em uma clínica feminina?

Homens e mulheres estão propensos à dependência química, mas as razões que levam cada um deles a se tornarem usuários são diferentes, tendo em vista o seu lugar na sociedade.

Diferentemente dos homens, as mulheres crescem com o estímulo de serem mais delicadas, frágeis e terem as funções sociais de mãe e esposa, dependentes dos cônjuges (sendo que algumas tornam-se dependentes por causa deles).

E estas demandas não são reduzidas quando elas optam por ter uma carreira. Espera-se que elas deem conta do trabalho e dos afazeres da casa sem deixar de cuidar de si e ter aparência impecável, dentro dos padrões de beleza.

Como é impossível fazer tudo isso, gradualmente elas se sentem mais cansadas e frustradas com as tarefas que não conseguem fazer perfeitamente.

Por isso, muitas acabam encontrando no álcool e/ou em drogas psicoativas uma forma de aliviar o que estão sentindo. E esta sensação de vazio que nunca é preenchida fortalece a dependência química.

Assim, por estes e outros motivos, os centros de tratamento precisam estar preparados para lidar com as especificidades desta situação, que envolve seguir parâmetros modernos para a reabilitação de usuários como também munir estas mulheres para enfrentar, uma vez em sociedade, os estereótipos e cobranças feitas por elas serem quem são.

A Clínica Recuperando Vidas está atenta a estas diferenças e dispõe de uma unidade especial para o público feminino, pronta para recuperar usuárias de álcool e de drogas psicoativas.

Aqui, elas dispõem de um espaço totalmente delas, em que são valorizadas por serem mulheres. Ao serem internadas na clínica, seja voluntária, involuntária ou compulsoriamente, elas são tratadas com dignidade e iniciam uma etapa de desintoxicação.

Neste momento difícil, em que o indivíduo sofre com a abstinência de seu vício, elas estão cercadas por uma equipe multidisciplinar que dará o apoio físico e psicológico para que se mantenham firmes neste processo.

Como as mulheres têm uma propensão maior a problemas emocionais, o espaço conta com profissionais psiquiatras, psicóloga e terapeutas para estabilizar este quadro, articulando os medicamentos à psicoterapia.

Também são oferecidas diversas atividades que visam a tirar o foco da desintoxicação, ocupando o cotidiano com o convívio social entre as usuárias em tratamento e esportes.

 A Clínica Recuperando Vidas trabalha com remoções em ambulância e também descaracterizadas, oferecendo tratamento humanizado desde o início para reabilitar as usuárias a viver em sociedade novamente.