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Crianças e adolescentes usuárias de crack


Crianças e adolescentes usuárias de crack

Crianças e adolescentes usuárias de crack

 

Um menino usuário de crack identifica rapidamente qual é a primeira coisa que ele pensa/sente ao acordar, quando está vivendo na rua: “Correria. Tá na hora da correria.” Correria significa ganhar a vida e a vida aqui é arranjar dinheiro para comprar uma pedra. Se der, comer alguma coisa antes de fumar, se não, a pedra é sempre a prioridade.

 

Em 2012, a Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar , do IBGE, entrevistou cerca de cem mil adolescentes do último ano do Ensino Fundamental, em 2.842 escolas de todo o país. Os resultados mostram que cerca de 15 mil estudantes de escolas públicas e privadas brasileiras, entre 13 e 15 anos, fumaram crack pelo menos uma vez em 2012.

 

O número de alunos que consomem drogas cresceu 1,2% em três anos e a pesquisa indicou que 7,3% dos mais de três milhões de estudantes do nono ano já usaram algum tipo de entorpecente.

 

Na Cidade do Rio de Janeiro, o crack atingiu diretamente crianças e adolescentes das comunidades de baixa renda, as favelas onde a droga, depois da resistência temporária dos “donos da bocas”, acabou entrando. Muitos adolescentes saíram de casa por causa do crack. E outros que já viviam em situação de rua passaram a usar também o crack, junto com thinner, maconha, cocaína.

 

O crack veio somar-se, com enorme impacto, à questão da população em situação de rua da cidade, principalmente no que se refere ao atendimento a crianças e adolescentes.

 

O Rio de Janeiro começou a montar uma rede de recepção e acolhida de crianças e adolescentes em situação de rua em 1994. A Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social, SMDS, criou uma rede de atendimento estruturada segundo as diretrizes do Programa “Vem pra casa, criança!”, primeira ação pública

voltada especificamente para este segmento da população.

 

O Programa foi criado para atender a uma demanda da cidade que via crescer o número de crianças na rua e que vivenciou,

em 1993, a tragédia da Chacina da Candelária* , onde morreram e ficaram feridos adolescentes e jovens que viviam nas ruas do centro do Rio. A Chacina se tornou um marco na história da cidade. Um marco da exclusão.

 

Desde então, as iniciativas e os programas para a consolidação de uma rede de atendimento a crianças e adolescentes em situação de rua adequaram-se às novas determinações da legislação, como as definições do Sistema Único da Assistência Social, SUAS.

 

Ao longo de quase duas décadas, a Secretaria de Desenvolvimento ou Assistência Social (nomenclatura que corresponde às diretrizes dos gestores) buscou criar alternativas de atendimento eficazes, estruturando centros de recepção, abrigos e casas de acolhida. Para os meninos e meninas da cidade, as condições de vida nas ruas também mudaram. O crack é um dos elementos que agravam o problema e tornam mais complexas as estratégias de atendimento.

 

O cenário de fim de mundo das cracolândias, onde se misturam crianças e adultos aparentemente sem nenhum controle sobre suas próprias vidas e que, aparentemente, colocam em risco a segurança do morador, exigiu um enfrentamento urgente. Porque a cena anuncia, sem dúvida, novas tragédias.

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